Taiguara

Cientistas revelam o mistério das pedras rolantes!

Faz alguns meses, publiquei um post que começava assim: “Em meio ao misterioso silêncio e calor abrasador do Vale da Morte, na Califórnia, pedras rolantes movem-se sozinhas” (o post está aqui). O post tratava de um  fenômeno estranho: pedras de várias dimensões, algumas com centenas de quilos, são encontradas com um rastro atrás de si no solo e sem qualquer sinal associado à intervenção humana ou animal.

Esse mistério, que preocupou os cientistas e que vem sendo estudado desde os anos 1940, gerou inúmeras teorias, especialmente porque ninguém nunca havia visto as pedras se moverem. Algumas das teorias eram bastante exóticas, atribuindo seu movimento a campos de energia poderosos, ao magnetismo da Terra e até mesmo a extraterrestres. Finalmente,  o pesquisador Richard Norris, da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, e seu primo James Norris puderam presenciar e captar em imagens o fenômeno.

Eles explicam que tudo começa quando a chuva produz uma capa de água sobre o terreno seco, criando um lago superficial. Durante a noite, essa água se congela, formando uma capa de gelo de cerca de três a seis milímetros na qual ficam presas as bases das rochas.

Quando o sol sai, o gelo começa a quebrar, criando placas de vários metros de largura que se deslocam com o vento. Assim, as pedras se movem sobre o barro, impulsionadas pelas placas de gelo, a uma velocidade de dois a cinco metros por minuto, formando os famosos sulcos na terra. As trajetórias dependem da velocidade e da direção do vento e da água que se encontra abaixo do gelo.

Segundo Richard, o fenômeno não é frequente porque quase não chove no Vale da Morte, e as temperaturas médias são elevadas. Para que possa ocorrer, é preciso que tenha chovido e que a temperatura baixe a cerca de zero grau antes que a água evapore. Por fim, o vento precisa ter força suficiente para mover as placas e, junto com elas, as rochas.

E por que havia sido difícil captar o movimento das rochas?  “Elas estão em uma área remota, de difícil acesso e protegida, onde não se pode acampar e há muitas restrições do que as equipes podem levar para lá. Além disso, a maioria dos deslocamentos ocorre quando está frio, chovendo e ventando, o que dificulta captá-los.”

Mais um mistério que foi revelado pela ciência.  Agora, o mundo pede que se explique mais um dos…

O que leva alguém a fazer isso?

 

 

Curiosidades curiosas

 Se você ficar gritando por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terá produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café.

  (Não parece valer a pena)

Se você tomar luftal constantemente durante 6 anos e 9 meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica.

(Agora sim!)

 O orgasmo de um porco dura 30 minutos. Isso mesmo, 30 minutos… 

  (Na minha próxima vida, quero ser um porco!)

  Bater a sua cabeça contra a parede continuamente gasta em média 150 calorias por hora.

(Não tente isso em casa; talvez no trabalho!)

 O louva-deus macho não pode copular enquanto a sua cabeça estiver conectada ao corpo. A fêmea inicia o ato sexual arrancando-lhe a cabeça.

(“Querida, cheguei! O que é is…”)

 A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol.

  (Trinta minutos… que porco sortudo! Dá pra imaginar?)

  O músculo mais forte do corpo é a língua.

(Certo…)

Pessoas destras vivem em média 9 anos mais do que as canhotas.

  (E se a pessoa for ambidestra?)

Elefantes são os únicos animais que não conseguem pular.

(E é melhor que seja assim!)

 A urina dos gatos brilha quando exposta à luz negra.

(E alguém foi pago para descobrir isso?!)

O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro.

  (Conheço gente assim)

Estrelas-do-mar não têm cérebros.

  (Conheço gente assim também)

Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer.

  (E aquele porco, hein?)

 

Crianças e suas respostas brilhantes

Em um post anterior (aqui)mostrei o que seriam algumas respostas malucas que alunos deram em provas do ENEM.

Mas as crianças menores não ficam atrás! Veja algumas respostas dadas em provas por crianças brasileiras, e perceba que a criatividade (e a ironia) vem desde pequeno… (sei que os professores vão dizer que estudar precisa ser levado a sério, e concordo… Mas que eu ri alto, eu ri!)

Essa língua portuguesa…

“Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.” 

Minha pátria é a língua portuguesa, Livro do Desassossego, de Bernardo Soares (um dos heterônimos de Fernando Pessoa).

O português é um dos idiomas mais difíceis do mundo, dizem os brasileiros. Com as novas regras de ortografia, ele parece ter se tornado ainda mais complexo. Mas, na verdade, segundo os especialistas, nenhum idioma é difícil de aprender se a pessoa se dedicar a ele e estudá-lo sempre, assumindo o papel de eterno aprendiz. E, para se dedicar com mais afinco, a motivação é fundamental.

Mas, de fato, há alguns detalhes no aprendizado do português (no Brasil) que dificultam as coisas. Por exemplo, os pronomes pessoais tu e vós não ganham destaque nas aulas. São estudados eu, você/ele/a gente, nós e vocês/eles. Outro exemplo – mas que serve para todos os idiomas – são as expressões idiomáticas, que causam confusão: “ter as costas quentes”, “chutar o balde”…

Talvez as maiores armadilhas, porém, estejam em nosso vocabulário traiçoeiro, onde palavras têm significados diferentes. É o caso de “meia”.

                                                                                                                                                                                        Meia, Meia, Meia, Meia ou Meia?

Na recepção de um salão de convenções, em Fortaleza

– Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso.
– Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
– Sou de Maputo, Moçambique.
– Da África, né?
– Sim, sim, da África.
– Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.
– É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade…
– Certo… Bem, tem uma palestra agora na sala meia oito.
– Desculpe, qual sala?
Meia oito.
– Podes escrever?
– Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68.
– Ah, entendi, meia é seis.
– Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: a organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?
– Quanto tenho que pagar?
– Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia.
– Hmmm! que bom. Aí está: seis* reais.
– Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
– Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?
– Isso, meia é cinco.
– Pois, meia é cinco.
– Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
– Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte.
– Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
– Pensei que fosse às 9:05, pois meia não é cinco? Você pode escrever aqui a hora que começa?
– Nove e meia, assim, veja: 9:30
– Ah, entendi, meia é trinta.
– Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
– Sim, já estou na casa de um amigo.
– Em que bairro?
– No Trinta Bocas.
Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?
– Isso mesmo, no bairro Meia Boca.
– Não é meia boca, é um bairro nobre.
– Então deve ser cinco bocas.
– Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
– Acabou?
– Não. Senhor, é proibido entrar no evento de sandálias. Coloque uma meia e um sapato…
 
O turista enfartou…

100 Anos do Teatro Municipal de São Paulo

Foram três anos de trabalho que consumiram R$ 28 milhões. Por fora e por dentro, o Teatro Municipal de São Paulo ficou rejuvenescido e a reforma acabou em 2011. As paredes do saguão principal receberam uma tinta que imita mármore. Os vitrais foram desmontados e restaurados, um a um. Tudo passou por uma limpeza rigorosa. O balcão e os espelhos são novos. Mas paredes, teto e janelas foram restaurados de acordo com fotografias da época da inauguração.

No salão nobre, as portas de latão receberam um tratamento específico. Filetes de ouro cobriram os detalhes da decoração apagados pelo tempo. As pinturas e desenhos do alto foram todos limpos. Boa parte dos vitrais também voltou a ter o colorido original. As 1.533 poltronas do teatro ganharam tecido novo. Tudo dentro do teatro foi lavado com material especial. Não houve necessidade de retocar as pinturas.

Há 100 anos, São Paulo era uma cidade que crescia a todo vapor. Custeada pelos recursos provenientes da lavoura cafeeira, desenvolvia-se a olhos vistos, tendo também uma vasta programação artística que nada devia a grandes centros estrangeiros. O Teatro São José, principal casa do ramo até então, foi totalmente destruído por um grande incêndio em 1898. A municipalidade determinou que novas dependências recebessem as manifestações artísticas que os paulistanos tanto apreciavam. O pessoal do escritório do arquiteto Ramos de Azevedo arregaçou as mangas com a ajuda dos colegas italianos Claudio e Domiziano Rossi e, em 1903, com o suor de vários operários (italianos como eles), as obras começaram no Centro.

Após oito anos de trabalho pesado, o “Theatro Municipal” era inaugurado no dia 12 de setembro com a ópera “Hamlet”, de Ambroise Thomas, baseada na obra homônima de William Shakespeare.

Ao longo de sua história, alguns dos nomes mais importantes da arte dramática, da música e da dança se apresentaram lá: Maria Callas, Enrico Caruso, Arturo Toscanini, Arthur Rubinstein, Ana Pavlova, Vaclav Nijinski, Isadora Duncan, Rudolf Nureyev, Mikhail Barysnikov, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Procópio Ferreira e até Vivien Leigh (estrela de “…E o Vento Levou”, um dos maiores sucessos do cinema de todos os tempos). O Municipal paulistano também foi cenário de um dos mais significativos movimentos artísticos brasileiros do século 20: a Semana de Arte Moderna de 1922.

Considerado uma obra arrojada para a época, teve influência em seu projeto da Ópera de Paris, com aspectos renascentistas e barrocos. Bustos, bronzes, medalhões, cristais, vitrais, colunas, mosaicos, mármores, espelhos, relevos e pinturas enriqueceram o seu interior, uma surpresa para os olhos a cada canto.

Platéia do Theatro Municipal de São Paulo construída sob influência da Ópera de Paris.

Detalhe da porta de entrada da bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo.

Detalhe dos ornamentos dos camarotes.

Salão Nobre no piso superior.

Vista geral das escadarias do Theatro Municipal de São Paulo.

Lustre do teto.

Vitral do Theatro Municipal de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo, centro de São Paulo.