O MUNDO, SEGUNDO OS EUA

Curiosidades curiosas

 Se você ficar gritando por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terá produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café.

  (Não parece valer a pena)

Se você tomar luftal constantemente durante 6 anos e 9 meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica.

(Agora sim!)

 O orgasmo de um porco dura 30 minutos. Isso mesmo, 30 minutos… 

  (Na minha próxima vida, quero ser um porco!)

  Bater a sua cabeça contra a parede continuamente gasta em média 150 calorias por hora.

(Não tente isso em casa; talvez no trabalho!)

 O louva-deus macho não pode copular enquanto a sua cabeça estiver conectada ao corpo. A fêmea inicia o ato sexual arrancando-lhe a cabeça.

(“Querida, cheguei! O que é is…”)

 A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol.

  (Trinta minutos… que porco sortudo! Dá pra imaginar?)

  O músculo mais forte do corpo é a língua.

(Certo…)

Pessoas destras vivem em média 9 anos mais do que as canhotas.

  (E se a pessoa for ambidestra?)

Elefantes são os únicos animais que não conseguem pular.

(E é melhor que seja assim!)

 A urina dos gatos brilha quando exposta à luz negra.

(E alguém foi pago para descobrir isso?!)

O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro.

  (Conheço gente assim)

Estrelas-do-mar não têm cérebros.

  (Conheço gente assim também)

Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer.

  (E aquele porco, hein?)

 

Crianças e suas respostas brilhantes

Em um post anterior (aqui)mostrei o que seriam algumas respostas malucas que alunos deram em provas do ENEM.

Mas as crianças menores não ficam atrás! Veja algumas respostas dadas em provas por crianças brasileiras, e perceba que a criatividade (e a ironia) vem desde pequeno… (sei que os professores vão dizer que estudar precisa ser levado a sério, e concordo… Mas que eu ri alto, eu ri!)

Essa língua portuguesa…

“Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.” 

Minha pátria é a língua portuguesa, Livro do Desassossego, de Bernardo Soares (um dos heterônimos de Fernando Pessoa).

O português é um dos idiomas mais difíceis do mundo, dizem os brasileiros. Com as novas regras de ortografia, ele parece ter se tornado ainda mais complexo. Mas, na verdade, segundo os especialistas, nenhum idioma é difícil de aprender se a pessoa se dedicar a ele e estudá-lo sempre, assumindo o papel de eterno aprendiz. E, para se dedicar com mais afinco, a motivação é fundamental.

Mas, de fato, há alguns detalhes no aprendizado do português (no Brasil) que dificultam as coisas. Por exemplo, os pronomes pessoais tu e vós não ganham destaque nas aulas. São estudados eu, você/ele/a gente, nós e vocês/eles. Outro exemplo – mas que serve para todos os idiomas – são as expressões idiomáticas, que causam confusão: “ter as costas quentes”, “chutar o balde”…

Talvez as maiores armadilhas, porém, estejam em nosso vocabulário traiçoeiro, onde palavras têm significados diferentes. É o caso de “meia”.

                                                                                                                                                                                        Meia, Meia, Meia, Meia ou Meia?

Na recepção de um salão de convenções, em Fortaleza

– Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso.
– Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
– Sou de Maputo, Moçambique.
– Da África, né?
– Sim, sim, da África.
– Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.
– É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade…
– Certo… Bem, tem uma palestra agora na sala meia oito.
– Desculpe, qual sala?
Meia oito.
– Podes escrever?
– Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68.
– Ah, entendi, meia é seis.
– Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: a organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?
– Quanto tenho que pagar?
– Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia.
– Hmmm! que bom. Aí está: seis* reais.
– Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
– Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?
– Isso, meia é cinco.
– Pois, meia é cinco.
– Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
– Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte.
– Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
– Pensei que fosse às 9:05, pois meia não é cinco? Você pode escrever aqui a hora que começa?
– Nove e meia, assim, veja: 9:30
– Ah, entendi, meia é trinta.
– Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
– Sim, já estou na casa de um amigo.
– Em que bairro?
– No Trinta Bocas.
Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?
– Isso mesmo, no bairro Meia Boca.
– Não é meia boca, é um bairro nobre.
– Então deve ser cinco bocas.
– Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
– Acabou?
– Não. Senhor, é proibido entrar no evento de sandálias. Coloque uma meia e um sapato…
 
O turista enfartou…

100 Anos do Teatro Municipal de São Paulo

Foram três anos de trabalho que consumiram R$ 28 milhões. Por fora e por dentro, o Teatro Municipal de São Paulo ficou rejuvenescido e a reforma acabou em 2011. As paredes do saguão principal receberam uma tinta que imita mármore. Os vitrais foram desmontados e restaurados, um a um. Tudo passou por uma limpeza rigorosa. O balcão e os espelhos são novos. Mas paredes, teto e janelas foram restaurados de acordo com fotografias da época da inauguração.

No salão nobre, as portas de latão receberam um tratamento específico. Filetes de ouro cobriram os detalhes da decoração apagados pelo tempo. As pinturas e desenhos do alto foram todos limpos. Boa parte dos vitrais também voltou a ter o colorido original. As 1.533 poltronas do teatro ganharam tecido novo. Tudo dentro do teatro foi lavado com material especial. Não houve necessidade de retocar as pinturas.

Há 100 anos, São Paulo era uma cidade que crescia a todo vapor. Custeada pelos recursos provenientes da lavoura cafeeira, desenvolvia-se a olhos vistos, tendo também uma vasta programação artística que nada devia a grandes centros estrangeiros. O Teatro São José, principal casa do ramo até então, foi totalmente destruído por um grande incêndio em 1898. A municipalidade determinou que novas dependências recebessem as manifestações artísticas que os paulistanos tanto apreciavam. O pessoal do escritório do arquiteto Ramos de Azevedo arregaçou as mangas com a ajuda dos colegas italianos Claudio e Domiziano Rossi e, em 1903, com o suor de vários operários (italianos como eles), as obras começaram no Centro.

Após oito anos de trabalho pesado, o “Theatro Municipal” era inaugurado no dia 12 de setembro com a ópera “Hamlet”, de Ambroise Thomas, baseada na obra homônima de William Shakespeare.

Ao longo de sua história, alguns dos nomes mais importantes da arte dramática, da música e da dança se apresentaram lá: Maria Callas, Enrico Caruso, Arturo Toscanini, Arthur Rubinstein, Ana Pavlova, Vaclav Nijinski, Isadora Duncan, Rudolf Nureyev, Mikhail Barysnikov, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Procópio Ferreira e até Vivien Leigh (estrela de “…E o Vento Levou”, um dos maiores sucessos do cinema de todos os tempos). O Municipal paulistano também foi cenário de um dos mais significativos movimentos artísticos brasileiros do século 20: a Semana de Arte Moderna de 1922.

Considerado uma obra arrojada para a época, teve influência em seu projeto da Ópera de Paris, com aspectos renascentistas e barrocos. Bustos, bronzes, medalhões, cristais, vitrais, colunas, mosaicos, mármores, espelhos, relevos e pinturas enriqueceram o seu interior, uma surpresa para os olhos a cada canto.

Platéia do Theatro Municipal de São Paulo construída sob influência da Ópera de Paris.

Detalhe da porta de entrada da bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo.

Detalhe dos ornamentos dos camarotes.

Salão Nobre no piso superior.

Vista geral das escadarias do Theatro Municipal de São Paulo.

Lustre do teto.

Vitral do Theatro Municipal de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo, centro de São Paulo.

Há quase 30 anos, surgia a internet

No dia 12 de março de 1989, Tim Berners-Lee criava o WWW que mudaria o mundo!

Há quase 30 anos, numa pequena sala do CERN, Organização Europeia para Pesquisas Nucleares, um cientista chamado Tim Berners-Lee lançava as bases para uma das maiores revoluções da história da humanidade: a criação da World Wide Web, ou a WWW, como ficou conhecida quando se espalhou pelo mundo.

Para ter a dimensão da importância da WWW, basta pensar que se você está aqui lendo este texto, é porque você está usando um navegador, que permitiu o acesso a esse bloco de texto através de links. Tudo isto estava previsto no documento publicado por ele em 12 de março de 1989.

Sir Timothy Berners-Lee é um físico inglês, nascido em Londres. Enquanto trabalhava para o CERN, uma das preocupações de Berners-Lee era em como preservar e difundir a informação que era gerada pelos experimentos: ele entendia que se essa informação pudesse ser facilmente acessada por mais cientistas, a velocidade das pesquisas poderia ser aumentada. Apoiando-se em ideias que já vinham sendo maturadas desde a década de 50 (o termo hipertexto, por exemplo, foi usado pela primeira vez por Ted Nelson pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial), Berners-Lee criou o conceito de uma matriz de informação.

Ao invés de acessarmos as informações usando a lógica de uma árvore, ele imaginou que poderíamos acessar essas mesmas informações usando círculos e setas. Ou seja, as setas funcionam como os links que nos levam por diferentes lugares, para diferentes círculos de informação. Estava criado o conceito básico, que acabou evoluindo e se transformando na Web como conhecemos hoje.

Talvez o mais surpreendente do primeiro documento proposto por Berners-Lee (reprodução na figura abaixo) é que alguns dos conceitos – e até mesmo dos termos que se tornaram tão comuns hoje em dia – já estão lá: browsers, como programas de computador, hiperlinks (ou links) como maneiras de pular de um conjunto de informações para outro, além, é claro, do termo WEB, que definiria boa parte da vida do final do século XX e desse começo de século XXI.

A circles and arrows diagram relating concepts discussed in the paper

 

Quase dois anos depois, em 6 de agosto de 1991, Berners-Lee colocou no ar o primeiro site de internet, o info.cern.ch. Claro que este primeiro site era bastante rudimentar, exibia apenas texto e usava como servidor uma máquina NeXT. Infelizmente, não sobrou registro dessa página original.

Uma curiosidade é que os computadores NeXT eram fruto de uma empresa de mesmo nome criada por Steve Jobs no período em que ele esteve afastado da Apple. O propósito da NeXT era justamente criar computadores que atendessem a comunidade acadêmica. Mais tarde, boa parte do sistema operacional que comandava os computadores NeXT foi convertida no Mac OS, sistema operacional que viria a equipar os computadores da Apple.

Passado um quarto de século, a Web é um dos grandes motores da economia moderna (basta lembrar que empresas como Google, Facebook ou Yahoo! simplesmente não existiriam). Mais que isso, a Web talvez seja a maior marca da evolução tecnológica que pode fazer a humanidade realmente mudar o patamar da história numa velocidade inédita. A Web já alcança bilhões mundo afora e transforma a vida de indivíduos, empresas e nações por onde passa, num processo que está apenas em sua infância.

 

 

 

 

 

Fonte:
http://olhardigital.uol.com.br/