A arte do chocolate na Rússia

 Para um chocólatra como eu – e uma de minhas maiores batalhas é resistir ao impulso de visitar a loja da Kopenhagen em frente de casa e detonar o estoque deles – chocolate é uma arte (comer chocolate, quero dizer, rsrsrs).

Brincadeiras à parte, o chocolate é um deleite. Para quem não sabe, ele é um alimento feito com base na amêndoa fermentada e torrada do cacau. Sua origem remonta às civilizações pré-colombianas da América Central. A partir dos descobrimentos, esse alimento foi levado para a Europa, onde popularizou-se, especialmente a partir dos séculos XVII e XVIII. Porém, em função das necessidades climáticas para o cultivo do cacau, não foi possível seu plantio na Europa e por isso as colônias americanas continuaram a fornecer a matéria-prima.

Atualmente os maiores produtores de cacau estão na África.

Mas o chocolate consumido naquela época não era nada parecido com o que conhecemos hoje.

Esse alimento divino de hoje é resultado de sucessivos aprimoramentos que foram pesquisados desde Colombo. Na ocasião, o chocolate que os astecas consumiam era uma bebida quente e amarga e apenas os reis e sacerdotes podiam bebê-la. Foram os europeus que passaram a adoçá-la e a misturar especiarias. Foi então com o desenvolvimento dos processos industriais e técnicas culinárias que surgiu o chocolate misturado com leite e suas diversas formas: sólido, em pó, em barras, bombons, e finalmente os achocolatados (Nescau, hummm…).

Hoje, ele pode ser consumido ainda como ingrediente de musses, tortas e bolos (Floresta Negra, hummm…), sorvetes e outros doces.

Pois bem, aposto como todo mundo conhece o melhor chocolate do mundo como sendo o suíço, certo? Aí é que está, hoje a Suíça enfrenta um forte concorrente a esse título, a Rússia!

Existe uma tradição chocolateira na Rússia que é totalmente diferente do resto do mundo, e os chocolates russos evoluíram de uma forma muito própria. Claro, eles têm os waffles, geleias e pastas feitas com chocolate, além das barras…

Russian chocolate bar Alenka

Sem falar dos doces com marshmallow, cobertos de nozes e recheados de frutas secas…

Russian chocolate comme il faut

 Mas o que pega mesmo são as sobremesas, que alcançaram níveis de obras de arte:

Vou parar por aqui porque está sendo uma tortura fazer este post. Agora, me dê licença que vou ali em frente e já volto…

 

 

 

Brincando com o cotidiano

Uma das formas de exercitar a nossa criatividade é tentar manter aquele olhar de criança sobre as coisas do mundo. Um olhar sem censura, sem crenças e sem preconceito. Observe como a criança inventa mundos ao olhar, por exemplo, um carro batido no para-lamas: a história começa quando o Homem-Aranha desceu do avião e jogou o carro sobre o Jack Sparrow e… A imaginação corre solta!

Ou quando ela vê um rosto naquela maçaneta antiga da porta, como se estivesse viajando com Alice no País das Maravilhas.

Bem, as fotos abaixo, do site francês Buzzly, comprovam que há adultos que conseguem manter esse olhar criativo sobre o cotidiano, enxergando mundos onde nós veríamos apenas… Relógios e isqueiros. Comprove:

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Os robôs

Os robôs povoam a imaginação dos seres humanos com mais intensidade desde que essa palavra foi inventada na peça de teatro R.U.R., de 1921. De autoria do checo Karel Kapek, a palavra “robô” vem do termo “robota”, que significa trabalho compulsório nas línguas eslavas. R.U.R. são as iniciais de “Rossum’s Universal Robots” e conta a história de um brilhante cientista chamado Rossum que desenvolve uma substância química similar ao protoplasma. Ele utiliza essa substância para a construção de humanoides (robôs), com o intuito de que estes sejam obedientes e realizem todo o trabalho físico. De início, os robôs ficam contentes em servir, mas depois, seu líder se revolta e começa uma batalha com o objetivo de destruir a raça humana.

Eu li essa peça quando foi publicada na íntegra num dos volumes da famosa coleção portuguesa “Argonauta” de livros de bolso, e é sensacional.

Karel Capek

Ilustração dos robôs da RUR, conforme libreto de 1921.

Os robôs, de fato, eram mais parecidos com a moderna definição de clones, uma vez que eram feitos de matéria orgânica. O que importa é que o termo “robô” foi difundido em todo o mundo por conta da extrema popularidade que a peça obteve, e por volta de 1923, ela já havia sido traduzida para mais de 30 línguas.

File:Capek RUR.jpg

A revolta dos robôs, numa encenação de 1922.

Hoje em dia, o conceito de robô é lugar-comum na ficção e também na vida real. Os robôs são comumente utilizados na realização de tarefas em locais mal iluminados, ou na realização de tarefas sujas ou perigosas para os seres humanos. Os robôs industriais utilizados nas linhas de produção são a forma mais comum de robôs, uma situação que está mudando recentemente com a popularização dos robôs comerciais limpadores de pisos e cortadores de grama. Outras aplicações são: tratamento de lixo tóxico, exploração subaquática e espacial, cirurgias, mineração, busca e resgate, e localização de minas terrestres. Os robôs também aparecem nas áreas do entretenimento e tarefas caseiras.

Na área do entretenimento, vimos o presidente Obama interagir com um robô da Honda durante sua recente visita ao Japão:

Sei lá, eu achei meio assustador, aquele robõ olhando para o Obama…

Agora, assustador mesmo foi o que o artista americano Jordan Wolfson construiu, com a ajuda de seus amigos da Spectral Motion: uma dançarina que se exibiu numa galeria em Nova York:

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Ele a equipou com tecnologia de reconhecimento facial, e a bailarina então seguia os visitantes enquanto andavam pela sala… Com movimentos perfeitos, revestida de material sintético que simula a pele humana, uma barra de ferro perfurando o peito e um rosto de filme de terror, essa bailarina dá calafrios…