Atualidades, Curiosidades, Family, Novidades

A avenida Paulista em fotografias

A avenida Paulista, em São Paulo, sempre foi um ponto de referência na cidade, desde a sua inauguração, em 1891(aquarela abaixo). Como toda a cidade, ela passou por profundas transformações ao longo desse século e hoje é um dos símbolos da metrópole.

A avenida foi criada a partir do desejo de paulistas em expandir novas áreas residenciais que não estivessem localizadas imediatamente próximas às mais movimentadas do período, já então altamente valorizadas e totalmente ocupadas, tais como a Praça da República, o bairro de Higienópolis e os Campos Elísios. Naquela época, houve grande expansão imobiliária em terrenos de antigas fazendas e áreas desocupadas, o que deu início a um período de grande crescimento. Não havia apenas residências de maior porte, mas também habitações populares, casebres e até mesmo cocheiras em toda a região circundante.

Joaquim Eugênio de Lima (1845-1902), uruguaio, associou-se a João Borges de Figueiredo e João Augusto Garcia e iniciaram a compra de terrenos no espigão entre os rios Tietê e Pinheiros. Em 1890 adquiriram na rua Real Grandeza (depois avenida Paulista) dois terrenos de José Coelho Pamplona e de sua mulher Maria Vieira Paim Pamplona e no mesmo ano mais dois lotes de Mariano Antonio Vieira e de sua mulher Maria Izabel Paim Vieira. Depois adquiriram a Chácara Bela Cintra de Cândido de Morais Bueno. Toda a região servia na época de passagem de boiadas a caminho do matadouro. A avenida tinha cerca de três quilômetros de comprimento e trinta metros de largura e era dividida em três faixas: uma para bondes, a do centro para carruagens e a outra para cavaleiros, todas ladeadas por magnólias e plátanos.

Nesta foto, de 1902,  a avenida já está totalmente ocupada pelos casarões. Alguns anos depois, uma fileira de árvores seria derrubada para se aumentar as calçadas, consideradas estreitas demais.

Em 1928, a  Paulista já recebia tráfego intenso de automóveis, e era palco não do tipo de manifestações como as atuais, mas de outro gênero: no carnaval, se fazia o corso. A brincadeira consistia no desfile de carruagens enfeitadas (nesta altura, já de automóveis) que desfilavam com os foliões, ou outros passageiros que queriam apenas passear de carro, pelas principais avenidas da cidade.

A Paulista era uma das vias mais modernas de São Paulo. Foi a primeira a ser asfaltada, com material importado da Alemanha e que era uma novidade na época, além de ter uma das primeiras linhas de bondes elétricos.

Foi a partir da década de 1960 que ela foi abandonando gradualmente sua característica de ser estritamente residencial e seus casarões foram sendo demolidos, para dar lugar aos edifícios e prédios comerciais.

Os casarões começaram a desaparecer.

Terreno aberto com a demolição de casarões para a construção do Conjunto Nacional. 

Foi inaugurado em 1962.

Obras do “buraco” da Paulista com a Rua da Consolação, em 1971. O belo casarão à direita da foto também foi demolido.

E agora, nas fotos seguintes, um testemunho visual das transformações de São Paulo, como era e como ficou. Fotos impressionantes que atestam a pujança da cidade, mas também seu crescimento desordenado e que não preserva a sua história.

Vista área de São Paulo, da década de 1930, onde se vê à direita, embaixo, o edifício Martinelli, o primeiro arranha-céu da cidade.

Vista aérea de 1978, com o importante ponto de referência que se tornou o prédio do MASP.

A avenida Paulista, hoje. Quando não há manifestações…

Atualidades, Curiosidades, Esportes, Family, Humor, Novidades

Os melhores cartuns de 2013 (até agora…)

O ano ainda não acabou, mas já houve votações por aí sobre os melhores cartuns publicados até agora. Alguns deles seguem abaixo:

Copy of wilkinson081013

 

Cartoon-Joel-Pett-111023pettC

 

trevor

 

bolt-world-records

Atualidades, Curiosidades, Family, Novidades, Sabedoria

A ousadia dos sabiás

Vou reproduzir aqui o belo texto de Cristiane Segatto, dica de Cristina de Carli!

 

Em São Paulo, passarinho canta e gente reclama. Como melhorar esse humor.

Os sabiás de São Paulo ousam cantar. Não estão nem aí para as reclamações que circulam nas redes sociais. Paulistanos piam contra tudo. E agora também contra os passarinhos. Segundo os incomodados, a cantoria durante a madrugada atrapalha o sono. Nesta semana, a discussão esquentou.

PSIU O sabiá-laranjeira canta de madrugada e os paulistanos dizem que não conseguem dormir (Foto: Wikimedia Commons)

O sabiá-laranjeira canta de madrugada e os paulistanos dizem que não conseguem dormir (Foto: Wikimedia Commons)

Os bichos seguem cantando. Não sabem que a cidade se tornou uma fábrica de implicantes compulsivos. Talvez saibam, mas não perdem tempo com eles. Se gastarem energia com bate-bico morrem de fome ou na bocarra do gato vira-lata. No território dos passarinhos, aquele que usurpamos descaradamente, vale um ditado bem conhecido entre nós: “os incomodados que se mudem”. Sábios sabiás. Deveríamos aprender com eles. Deveríamos ouvi-los mais.

Ouço um agora mesmo, enquanto escrevo este texto. Mais de um. Não só sabiás. Outras espécies aqui e ali. Volta e meia um beija-flor me surpreende na sacada do meu apartamento, atraído pelas plantas. Moram nos míseros e últimos nacos de verde que nos cercam. Aqueles raros quintais que ainda não cederam espaço a monstruosidades de 20 andares com cinco vagas de garagem por apartamento.

A presença dos passarinhos é um privilégio. Eles cantam e eu caio no sono. Eles me incomodam tanto quanto uma chuvinha fina batendo na janela. Incômodo zero. Desconfio que a maioria das pessoas considera que o som das aves seja relaxante – e não perturbador. É o seu caso? Conte pra gente.

Uma experiência interessante aconteceu recentemente no Forth Valley Royal Hospital, na Escócia. Para ajudar pacientes com extrema dificuldade de dormir, o artista Mark Vernon criou uma trilha sonora especial para a estação de rádio interna. O objetivo era fazer adormecer o mais desperto dos insones. Para isso, Vernon pesquisou uma série de sons suaves e fez uma mistura poderosa. Ouvi um trecho e, quando percebi, estava bocejando em frente ao computador. Precisei levantar, dar uma volta, agarrar uma xícara de café. Quase adormeci com a mistura de piano, água corrente, marreco e… pássaros. Muitos pássaros.

Parece ser o caso do sabiá-laranjeira que, a partir do final de inverno, se reproduz. Os machos andam cantando à beça em São Paulo. Cantam para demonstrar às fêmeas que são um bom partido. O canto vigoroso é entendido como uma demonstração da capacidade de alimentar os filhotes e de defender o território nas disputas com outros machos.

Segundo um especialista consultado pela Folha de S.Paulo, é de madrugada que o macho ensina a melodia aos filhotes. Ele fica a até cinco metros de distância do ninho. Se fizesse isso durante o dia, os filhotes ficariam na mira dos predadores.

São boas as razões do sabiá. O levante contra ele pode ser fruto de rabugice crônica. Sabe aquele tipo de pessoa que num dia reclama da chuva, no outro do sol, durante a semana pragueja contra o barulho da capital e, num feriadão prolongado, diz que não suporta o tédio da cidade vazia?

Quando o mau humor é constante, dura mais de dois anos e vem acompanhado de outros sintomas (falta ou excesso de apetite; insônia ou sono excessivo; fadiga; baixa autoestima; dificuldade de concentração), a pessoa pode estar sofrendo de distimia – um tipo de depressão com sintomas menos graves.  Mau humor (crônico ou circunstancial) é agravado pelas noites mal dormidas. Ou é provocado por elas. 

Dormir bem é fundamental para a manutenção do equilíbrio geral do organismo, para a consolidação da memória e do aprendizado, entre outras funções. Algumas dicas para melhorar a qualidade do sono:

• Praticar atividade física
• Ter horários regulares para dormir e despertar
• Dormir num ambiente limpo, escuro, confortável, sem ruído de TV
• Não consumir álcool, café e refrigerantes perto do horário de dormir
• Não usar medicamentos para dormir sem orientação médica
• Se tiver dormido pouco nas noites anteriores, evite dormir de dia
• Jantar com moderação e em horário regular
• Não levar problemas para a cama
• Realizar atividades repousantes e relaxantes preparatórias para o sono

Quem sabe assim o sabiá deixe de ser um problema.

 

(colunas da Cristiane Segatto: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/cristiane-segatto/)

Atualidades, Curiosidades, Family, Humor, Novidades

A arte da caricatura

Sou um grande admirador das artes em geral  – cinema, teatro, pintura, quadrinhos, música… – e uma das que mais admiro é a arte da caricatura. Segundo a Wikipedia, ” a caricatura é um desenho de um personagem da vida real, tal como políticos e artistas. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios e hábitos particulares em cada indivíduo. A palavra caricatura vem do italiano caricare (carregar, no sentido de exagerar, aumentar algo em proporção)… Diz-se que uma boa caricatura pode ainda captar aspectos da personalidade de uma pessoa através do jogo com as formas. É comum sua utilização nas sátiras políticas; às vezes, esse termo pode ainda ser usado como sinônimo de grotesco (a imaginação do artista é priorizada em relação aos aspectos naturais) ou burlesco”.

No Brasil, a arte da caricatura apareceu em 1837 e encontrou grande expressão com a obra de J.Carlos, caricaturista que observou com ironia a sociedade carioca da primeira metade do século XX.
    
Já em tempos mais recentes, outros grandes artistas são Chico Caruso…
Ou Fernandes.
Já há algum tempo homenageio brilhantes artistas desse gênero publicando suas obras (como no post https://otrecocerto.com/2010/11/30/caricaturas-de-famosos-2-5/) e hoje continuo fazendo isso ao reproduzir alguns desenhos que minha amiga Clene Salles enviou. Desfrutem do talento incomum desses gênios:
Imagem1 Imagem2 Imagem3 Imagem4 Imagem5 Imagem6 Imagem7 Imagem8 Imagem9 Imagem10 Imagem11
E, para fechar, a Marilyn Monroe de Tony Araujo:
Atualidades, Curiosidades, Family, Novidades, Sabedoria

Lie to Me: era tudo verdade!

Havia uma série muito legal na TV que foi descontinuada em 2011, depois de apenas 3 temporadas, estrelada por um ator de quem gosto muito, Tim Roth. Ele deu um show, por exemplo, em “Cães de Aluguel” e como o assustador general Thade na nova versão de “Planeta dos Macacos”, de 2001.

Ficheiro:Tim Roth cropped.jpg  

O que eu não sabia é que a série foi baseada nas pesquisas de Paul Ekman, notável psicólogo americano e expert em linguagem corporal e expressões faciais, e que estuda a linguagem não-verbal há 50 anos. Claro que imaginei que havia alguma base científica nos enredos, porém descobri que o personagem de Tim Roth, Cal Lightman, era baseado diretamente no especialista – com sotaque britânico e alguma liberdade criativa. Paul Ekman inclusive foi consultor de muitos episódios, e declarou, no entanto, o seguinte:

“A forma como o Lightman Group descobre as mentiras é baseada nas minhas investigações. No entanto, e uma vez que se trata de uma série de ficção e não de um documentário, Lightman não se preocupa tanto em interpretar comportamentos, como eu. Na série, as mentiras são descobertas de forma mais certeira e rápida do que na vida real.” Mas antes que se pense que era tudo uma grande mentira, Ekman garante: “A maioria das coisas que você vê na série é baseada em estudos científicos.”

Para quem não conhece a série, que me parece está passando atualmente no Netflix, explico resumidamente do que se trata: o personagem principal, Dr. Cal Lightman é auxiliado por sua parceira, Dra. Gillian Foster, e juntos detectam fraudes, observando a linguagem corporal e as micro expressões faciais, e usam esse talento para ajudar as autoridades, auxiliados por seu grupo de pesquisadores e psicólogos.

O legal é que certos detalhes que a gente vê nos episódios nos ajudam a ficar mais atentos a alguns comportamentos não-verbais de quem poderia estar mentindo. Eu grifo “poderia” porque, de acordo com Sérgio Senna, psicólogo e doutor em Psicologia pela UnB, as técnicas de detecção de mentiras baseadas na observação do comportamento não verbal são válidas e confiáveis desde que:

 1. Não se considerem indicadores isolados e descontextualizados;

2. Sirvam como método auxiliar no contexto da observação do comportamento verbal e de outros indicadores temporais (quando ocorreu) e espaciais (onde ocorreu);

3. Sejam contextualizadas em relação ao ambiente em que o comportamento foi observado (por exemplo, encolher-se por causa do frio, não por causa do nervosismo);

4. Que se tomem os devidos cuidados éticos e legais antes de acusar alguém de estar mentindo.

Tendo esses cuidados em mente, a corrente que segue as conclusões de Paul Ekman sugere algumas dicas para avaliar se a pessoa estaria mentindo:

1. Usa termos de reforço como “para ser sincero”  ou “pra falar a verdade”

As pessoas falam a verdade naturalmente. Não precisamos avisar que estamos sendo honestos ou dizer que falamos a verdade. Isso já é subentendido. Quando se tenta maquiar a mentira, costuma-se usar esse reforço.

2. Evita o contato visual ou pisca várias vezes.

Isso apareceu em diversos episódios. As pessoas vibram os olhos, piscando muitas vezes, ou não fixa o olhar. Ela pode estar escondendo algo, ou isolando um aspecto de uma lembrança.

3. Hostilidade

A pessoa é questionada sobre algo que a irrita demais e tem que disfarçar essa emoção.

4. Detalhes demais

Quem fala a verdade não precisa se ligar em detalhes. Quem esconde a verdade precisa dar atenção a muita coisa em sua história, como para dar veracidade ao discurso.

5. O corpo pode estar revelando a mentira

A pessoa está falando, aponta para um lado e olha para o outro. É que a mente trabalha tanto para racionalizar a mentira que o corpo fica sem sincronia.

6. Reconhecendo a mentira de forma inconsciente.

Essa parece ser a reação mais comum. A pessoa se afasta, movimento quase sempre acompanhado de um cruzar de braços, o que significa que não acredita no que está dizendo.

Evidentemente, essas dicas recolhi de diversas fontes diferentes que comentavam os estudos de Paul Ekman e que serviram de base a episódios da série. Mas os psicólogos e aqueles que estudam psicologia podem contribuir com muito mais informações.

 

Atualidades, Curiosidades, Sabedoria

Não confunda a Suméria com a Ciméria

Momento Discovery Channel:

Muita gente (especialmente entre os curtidores de quadrinhos) confunde Ciméria com Suméria.

Ciméria é a terra de origem fictícia dos bárbaros na Terra Antediluviana e pátria de Conan, o Bárbaro, principal personagem do escritor Robert E. Howard.

O personagem nasceu em 1932, e fez sua primeira aparição na revista pulp Weird Tales no conto chamado “The Phoenix on the Sword” (em português, A Fênix na Espada). Howard escreveu mais dezenove histórias e um romance protagonizados pelo personagem (três dos contos só publicados após sua morte), sendo que outros escritores também criaram histórias de Conan ou reescreveram contos, a partir de sinopses e fragmentos originais após 1936, ano em que Howard se suicidou.

No começo da década de 1970 a Marvel Comics começou a publicar histórias em quadrinhos de Conan com estrondoso sucesso, e esse é o meio ao qual sua imagem ficou mais vinculada. Os quadrinhos de Conan foram editados pela Marvel até 2004, quando a editora desistiu dos direitos do personagem, que foram adquiridos pela Dark Horse Comics, que começou então a publicar a premiada revista Conan.  Outro meio pelo qual o personagem ficou conhecido do grande público foi o cinema, nos filmes estrelados por Arnold Shwarzennegger e mais recentemente por Jason Momoa.

  

Conan nos quadrinhos e no cinema.

Agora, a Suméria é outra história.

A Suméria é a civilização mais antiga de que se tem registro, e estima-se que eles viveram há cerca de 3.500 anos antes de Cristo. Alguns historiadores colocam essa data mais para trás, 6.000 anos! Os sumérios foram os pais da escrita, chamada escrita cuneiforme, da astronomia, teriam inventado a roda e muito mais. Eles habitavam o sul da Mesopotâmia, entre o rio Tigre e Eufrates, lugar extremamente fértil que a Bíblia chamou de Terra Prometida.
mapa Suméria
Os sumérios – ao contrário dos bárbaros de Conan – foram um povo muito além de seu tempo. Possuíam tecnologia e informações que a civilização ocidental só foi redescobrir muitos séculos mais tarde. Para se ter uma ideia, os sumérios faziam cálculos das distâncias entre os planetas de nosso Sistema Solar, inclusive quantos planetas existem, sabiam que o Sol é uma estrela e a órbita de cada um!
Abaixo, segue uma listinha dos conhecimentos desse povo e que as civilizações posteriores acabaram adotando, depois de decifrar a escrita sumeriana em tábuas de argila onde o conhecimento tinha sido armazenado:
  • Técnicas de medicina, arquitetura, engenharia e hidráulica, baseados em conhecimentos de matemática, química, física e astronomia.
  • Profundos conhecimentos de astronomia
  •  Técnicas de irrigação e drenagem de solo, construção de canais, diques e reservatórios;
  • Sistema de escrita cuneiforme, assim chamado porque escreviam em plaquetas de argila com um estilete em forma de cunha;
  • Criaram as primeiras bibliotecas. Na cidade de Nipur, a 150 km ao sul de Bagdá, foi encontrada uma biblioteca sumeriana inteira, contendo cerca de 60.000 tabletes de barro com inscrições cuneiformes sobre a origem da humanidade.
  • Criaram as fabulosas construções chamadas de zigurates, pirâmides com várias camadas de edifícios interligados por rampas espirais desde a base até o topo.

Imagem de computador de um zigurate.
O que intriga a todos os estudiosos e pesquisadores é como uma civilização tão antiga possuía tais conhecimentos? Eles sabiam que a Terra é redonda, conheciam a existência de Plutão, e muitas peças criadas pelos sumérios foram encontradas espalhadas pelo mundo. Como essas peças foram levadas até lá?
E não foram apenas peças de arte que se espalharam. Vejam abaixo as imagens de construções de outros povos, que foram erigidas muito depois deles, e notem as semelhanças:
7-12
Zigurate na cidade de Ur, 3.500 a.C.
Ficheiro:Chichen-Itza El Castillo.jpg
Maias, 1.500 a. C.
El Brujo
Pirâmides aos norte do Peru, com 30 metros de altura e 1.500 metros de extensão, da cultura Mochica, entre 0-600 d.C.
O que esses povos tinham em comum, mesmo habitando tão distantes uns dos outros? O conhecimento! Os maias e os sumérios deixaram uma escrita misteriosa – os mochicas não tinham escrita. Todos tinham conhecimentos surpreendentes (no Peru existem aquedutos desde aquela época que foram usados pelos Incas e que funcionam até hoje, trazendo água dos Andes para as regiões mais áridas!). Outra coisa em comum é o desaparecimentos dessas civilizações. Os maias, que tinham cidades com 70 mil habitantes, ficaram reduzidos a poucas centenas de remanescentes empobrecidos. Os sumérios, depois de conquistados pelos acádios, sumiram do mapa. (como um povo tão avançado como os sumérios foram conquistados por um povo nômade, os acadianos?). E os mochicas também sumiram, algumas teorias rezam que uma prolongada seca dizimou as plantações e a população se espalhou em busca de outros lugares para morar, desaparecendo lentamente.
Será que algum dia as perguntas serão respondidas? Ou o mistério permanecerá para sempre?

 

Atualidades, Curiosidades

Bizarrices capturadas pelo Google Street View

O Google Street View não é uma unanimidade. Muita gente critica esse serviço em nome da privacidade. E, em nome dessa postura, aproveita a passagem do carro cheio de câmeras para anotar seu protesto.

Em suas viagens, o carro também acaba capturando momentos embaraçosos, tristes (como o da moça que parece ter sido colocada para fora de casa pelo ex-marido/namorado) ou bizarros. Como se

vê nas imagens a seguir:

28

14

31

46

Atualidades, Curiosidades, Sabedoria

Elmore Leonard e suas 10 dicas de como escrever ficção

O escritor Elmore Leonard, autor de obras que deram origem a filmes como “O nome do jogo”, “Os indomáveis” e “Jackie Brown”, morreu em agosto passado, em consequência de complicações cardíacas e respiratórias, três semanas depois de sofrer um derrame. Autor de 45 romances sempre focados na tese de que o culto ao individualismo leva à violência, Leonard sempre questionou o rótulo de “cronista da América” e a fama de pensador atribuída a ele pela crítica literária, surpresa diante de seu estilo em best-sellers como “Ponche de rum” (1992), que acabou sendo o mais citado de seus textos, e que foi transposto para as telas por Quentin Tarantino como “Jackie Brown”, em 1997.

“Eu não sou um autor sério. Não tenho habilidade para escrever um livro sério. Sou, no máximo, um criador de diálogos”. Famoso pela coloquialidade nas falas de seus personagens (“Quando algo parece escrita, eu reescrevo”, dizia) Leonard atribuía as peculiaridades de sua linguagem às experiências que viveu durante a Segunda Guerra Mundial, em uma base no Oceano Pacífico. Ele fez parte de um destacamento militar que não partiu para o combate, e ficava o tempo todo ouvindo as conversas de seus colegas, fazendo delas a matéria-prima de sua prosa.

Em um artigo publicado pelo “New York Times” em 2001, Elmore Leonard listou uma série de dicas para aspirantes a escritores. “Essas regras eu compilei para me ajudar a continuar invisível enquanto escrevo um livro, para mostrar em vez de apenas dizer o que está acontecendo na história”, disse ele. São essas dicas que reproduzo a seguir:

1. Nunca abra um livro com o clima

Se for apenas para criar uma atmosfera, e não a reação de um personagem ao clima, você não deve se alongar muito. O leitor vai ficar tentado a folhear as próximas páginas à procura de pessoas. Há exceções. Se acontecer de você ser Barry Lopez, que tem mais maneiras de descrever gelo e neve do que um esquimó, você pode fazer todos os relatórios de tempo que quiser.

2. Evite prólogos

Eles podem ser irritantes, especialmente um prólogo depois de uma introdução que vem após um prefácio. Mas estes são normalmente encontrados em não-ficção. Um prólogo num romance é história de bastidores e você pode encaixá-las em qualquer lugar que você queira.

3. Nunca use um verbo além de “disse” para relatar o diálogo

A linha de diálogo pertence ao personagem: o verbo é o escritor metendo seu nariz. Mas “disse” é muito menos invasivo do que “resmungou”, “engasgou”, “advertiu”, “mentiu”. Uma vez, eu notei Mary McCarthy terminando uma linha de diálogo com “ela asseverou” e tive que parar de ler para consultar o dicionário.

4. Nunca use um advérbio para modificar o verbo “disse”

“… ele admoestou gravemente”. Usar um advérbio desta maneira (ou de quase qualquer outro jeito) é um pecado mortal. O escritor está agora expondo-se seriamente, usando uma palavra que distrai e pode interromper o ritmo da troca com o leitor. Uma personagem de um dos meus livros conta como ela costumava escrever romances históricos “cheios de estupros e advérbios”.

5. Mantenha os pontos de exclamação sob controle

Você não tem permissão para usar mais de dois ou três a cada 100 mil palavras em uma prosa. Se você tem a destreza para brincar com exclamações como o Tom Wolfe faz, você pode jogá-las aos punhados.

6. Nunca use as expressões “de repente” ou “o mundo desabou”

Esta regra não requer uma explicação. Eu tenho notado que os escritores que usam “de repente” tendem a exercer menos controle na aplicação dos pontos de exclamação.

7. Use dialeto regional, gírias, com moderação

Uma vez que você começa a soletrar foneticamente as palavras dos diálogos e a encher a página com apóstrofos, você não será capaz de parar. Observe a forma como Annie Proulx capta o sabor das vozes do Wyoming em seu livro de contos “Curto alcance”.

8. Evite descrições detalhadas dos personagens

Em “Colinas parecendo elefantes brancos”, de Ernest Hemingway, como o “americano e a menina com ele” se parecem? “Ela tirou o chapéu e o colocou sobre a mesa”. Esta é a única referência a uma descrição física na história e, ainda assim, vemos o casal e reconhecemos o tom de suas vozes, com nenhum advérbio à vista.

9. Não entre em muitos detalhes descrevendo lugares e coisas

A menos que você seja Margaret Atwood e possa pintar cenas com a linguagem, ou consiga descrever paisagens com o estilo de Jim Harrison. Mas, mesmo que você seja bom nisso, você não vai querer que as descrições levem a ação, o fluxo da história, a uma pausa.

10. Tente deixar de fora a parte que os leitores tendem a pular

Uma regra que me veio à mente em 1983. Pense no que você pula quando lê um romance: parágrafos grossos de prosa em que você vê palavras demais. O que o escritor está fazendo: ele está escrevendo, talvez recorrendo mais uma vez ao clima, ou então está na cabeça do personagem. O leitor não quer saber o que esse cara está pensando. Aposto que você não pula os diálogos.

Minha regra mais importante é uma que resume todas essas dez: se algo parece escrita, eu reescrevo.

 

 

 

 

Atualidades, Curiosidades, Sabedoria

A sabedoria ancestral, a simbologia e a interpretação dos mitos, e sua aplicação na vida diária

Muitos conhecem a Clene Salles, orientadora de Inteligência Espiritual (https://www.facebook.com/Clene.Salles/about) e sabem de seu profundo conhecimento de mitologia e simbologia, entre outros temas.

 

 

Ela vem aproveitando esse conhecimento, e aliando-o a tudo o que tem aprendido no Peru, onde vive atualmente, país que tem uma ancestralidade poderosa – foi berço de diversas civilizações avançadas que existiram nos Andes ao mesmo tempo em que, do outro lado do oceano, Cleópatra reinava e o Império Romano se expandia. Quer dizer, o Novo Mundo não era tão novo assim…

Além de aprender, Clene tem também procurado compartilhar esses conhecimentos e para isso tem começado a organizar palestras. A próxima será no dia 15, e vai tratar sobre  a importância do tempo (dias e horas planetários) e sua aplicação prática na vida diária dos seres humanos, para escolher e tratar adequadamente o tempo de forma que seja favorável a reuniões de negócios, relações familiares, viagens, tratamento médico, estudos, harmonia, evolução espiritual, etc.

Essa palestra será em Trujillo, cidade ao norte do Peru e perto de onde foi descoberta a múmia da Dama do Cao, tema de um post (https://otrecocerto.wordpress.com/2012/08/31/a-descoberta-da-senhora-do-cao-1/). Essa descoberta foi importante porque ela foi a primeira governante nas Américas, há 17 séculos! A Clene visita com frequência os locais das escavações e o museu onde foram depositados a múmia e todas as riquezas encontradas com ela.

Essa mesma palestra será apresentada depois em outubro, no salão nobre do Espaço Cultural de um importante banco peruano, onde Clene poderá usar de recursos audiovisuais que enriquecerão sua apresentação.

Torcendo aqui para que ela, quem sabe, possa colocar essa palestra online algum dia, de forma que possamos desfrutá-la também!