Casais que envelheceram juntos

Particularmente, a instituição do casamento me parece complicada – aquela coisa de viver juntos, dividir os espaços… Sempre achei legal a ideia de cada um viver na sua casa e se encontrar de tempos em tempos (não sei se isso foi posto em prática por alguém e se deu certo). Mas que parece o melhor dos mundos, parece: não há aquela discussão de um enrolar o tubo da pasta dental de um jeito que o outro não gosta, ou de não levantar a tampa da bacia, ou de largar as roupas espalhadas ou comer o último pedaço do bolo…

Afinal, o tempo é implacável e Cronos sempre acaba cortando as asas de Cupido… Quando isso ocorre, o desgaste da relação é inevitável. Em outras palavras, a paixão avassaladora da juventude um dia acaba.

Mas acho incrível quando resta algo mais e um casal sobrevive a tudo isso e se mantém junto depois de muitos anos. Aparentemente, não importou muito se o ronco do marido atrapalhava o sono da mulher…

Nas fotos abaixo, apresento alguns casais cuja relação sobreviveu à implacabilidade do tempo – eu poderia postar a foto de alguns casais de amigos, mas para evitar ser injusto e me esquecer de alguém, decidi ser mais imparcial e homenagear, por meio destas imagens, aqueles que desafiaram Cronos.

Tom Hanks e Rita Wilson casaram-se em 1988.

  

Annette Bening e Warren Beatty, desde 1992.

  

Denzel Washington e Pauletta Pearson, casados desde 1983.

  

John Travolta e Kelly Preston, desde 1991.

  

Kurt Russell e Goldie Hawn, desde 1983. (Ela está com 67 anos e ainda pedaçuda. Ele,  com 62.)

   

Fred e Vilma, desde 1960!

E que continuem felizes por muitos anos mais!

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O dinheiro ou o doce?

por Adriana Gomes (Folha), dica de Paulo Maffia

Questionamentos como: será que vale a pena dedicar tanto tempo ao trabalho em troca de uma remuneração maior? Vale a pena se empenhar 15, 16 horas por dia para acumular riqueza ou adquirir um patrimônio o qual eu não tenho tempo ou energia para usufruir? Será que, trabalhando muito agora, estou abrindo mão de “viver” hoje em nome da construção de base financeira para o futuro? A que tipo de troca estou realmente disposto?

Dilemas como esses são comuns ao longo da vida e certamente não há uma resposta que atenda aos anseios de todos.

A dificuldade de situações como essas reside no aspecto de ambas as possibilidades soarem interessantes. E elas são incompatíveis –é preciso escolher uma.

No poema “Ou isto ou aquilo”, Cecília Meireles diz: “Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro”. Ela consegue representar as dificuldades diante das escolhas que fazemos frente às oportunidades que a vida nos oferece.

Escolher implica, necessariamente, abrir mão de outras coisas e é difícil lidar com o sentimento da perda.

O que pode minimizar esse sentimento é ter consciência de que quem está efetivamente decidindo é você –com base nos seus valores, e não de outros (pais, superiores, amigos), nas suas crenças, diante dos seus projetos de curto e médio prazos (próximos meses a até dois ou três anos) e na percepção de que, naquele momento, é sua melhor alternativa. É preciso ter a consciência de que não há certo ou errado, mas, sim, o mais adequado naquele momento para a sua vida.

Você conhecerá pessoas que fizeram opções diferentes e que obtiveram resultados tanto positivos quanto negativos para situações semelhantes. Quem vive na sua pele é você. Assim, tomar a experiência do outro como garantia de sucesso para a sua vida pode ser uma grande cilada.

Algumas decisões são intransferíveis e ser responsável por elas diante das incertezas e das possibilidades é o risco que se corre. Entretanto, vale lembrar que errar faz parte do jogo, é possível mudar a qualquer momento e que se aprende em todas as situações.

Supercalifragilisticexpialidocious!

“Mary Poppins” marcou a minha infância. Lembro-me de assisti-lo perto do Natal, e toda vez que assisto de novo, a magia daqueles dias em que eu sonhava em trabalhar com Walt Disney volta a inundar minha mente.

Mesmo agora, depois de tanto tempo, continuo achando esse um dos melhores, senão o melhor filme de Disney, e um dos mais fantásticos da história do cinema. O elenco todo tem atuações maravilhosas, a direção de arte é espetacular, as canções são cativantes, o enredo é emocionante… Sem exagero, acho que toda criança merece e deve assistir esse filme. É essencial para o desenvolvimento da mente criativa infantil. Aos adultos que não tiveram a oportunidade de assistir, assistam. Nunca é tarde para entrar no mundo mágico de Mary Poppins.

E, dentre tantas canções maravilhosas, como “Chim-Chim-Cheree” ou a que dá título ao post, tem uma que me marcou desde o primeiro dia em que assisti ao filme, aos dez anos de idade: “Feed the Birds”. Eu me lembrava da velhinha sentada na escadaria dando de comer aos pombos, as aves revoando em torno do sino da catedral, a voz de Mary Poppins (Julie Andrews) cantando… Essa imagem e essa canção ficaram gravadas para sempre em minha memória.

No domingo passado, me deu uma saudade imensa desse filme e o assisti de novo, pela quaquilionésima vez. Ri, chorei, me diverti tudo outra vez como se fosse aquele mesmo Julinho de 1964, os olhos arregalados, sentado nas poltronas do enorme cine Metro de São Paulo e querendo pular para dentro dentro da tela, para cantar e dançar com Dick Van Dyke e Julie Andrews em cima dos telhados de Londres.

E aquela música encheu meu coração de novo… “Feed the Birds”… E, em minhas recentes pesquisas, descobri que essa era a música favorita de Walt Disney! Diziam que, às sextas-feiras de tarde, antes de ir embora pra casa, ele pedia a Robert Sherman (compositor da trilha do filme junto com o irmão) para que viesse ao seu escritório e tocasse pra ele. Disney sentia que essa canção o ajudava a manter um toque de humanidade ao gerenciar a empresa que, já então, estava se tornando um empreendimento ultramegamilionário. E o piano onde a canção foi tocada tantas vezes continuou no escritório de Walt anos depois de sua morte.

Quero compartilhar, então, essa canção tão comovente. Abaixo do clipe, para quem se interessar, a letra da música e sua tradução.

Early each day to the steps of Saint Paul’s
The little old bird woman comes
In her own special way to the people she calls,
“Come, buy my bags full of crumbs;
Come feed the little birds,
Show them you care
And you’ll be glad if you do
Their young ones are hungry
Their nests are so bare
All it takes is tuppence from you
Feed the birds, tuppence a bag
Tuppence, tuppence, tuppence a bag
Feed the birds,” that’s what she cries
While overhead, her birds fill the skies

All around the cathedral the saints and apostles
Look down as she sells her wares
Although you can’t see it,
You know they are smiling
Each time someone shows that he cares

Though her words are simple and few
Listen, listen, she’s calling to you
“Feed the birds, tuppence a bag
Tuppence, tuppence, tuppence a bag”

No início de cada dia, nos degraus de Saint Paul

A velha dos pássaros chega

Em sua própria maneira especial, ela diz às pessoas:

“Venha, compre um saquinho de migalhas. Vamos alimentar os passarinhos, mostrar a eles que você se importa.

E você vai ficar feliz se o fizer. Seus filhotes estão com fome,

Seus ninhos estão sem nada, custa apenas dois centavos,

Dê de comer aos pássaros, dois centavos um saco,

Dois centavos, dois centavos, dois centavos, um saco. Dê de comer aos pássaros”, é isso que ela pede,

Enquanto, sobre sua cabeça, suas aves enchem os céus.

Todos na catedral, os santos e os apóstolos

Olham para baixo enquanto ela vende seus saquinhos.

Embora você não possa ver, você sabe que eles estão sorrindo

Cada vez que alguém mostra que se importa.

Apesar de suas palavras serem poucas e simples,

Ouça, ouça, ela está chamando por você:

“Alimente as aves, dois centavos um saco,

Dois centavos, dois centavos, dois centavos um saco”.