No Dia dos Pais, The Mamas and the Papas

O Dia dos Pais no Brasil é celebrado no segundo domingo de agosto. E me veio à mente, quando pensei nisso, o grupo The Mamas and the Papas (As Mamães e os Papais). Sei que não tem nada a ver uma coisa com outra, a não ser a palavra “Papas”, mas fazer o quê?

É assim que minha mente funciona… Eh, eh, eh.

Esse grupo, formado pelo casal John e Michelle Phillips, e mais Danny Doherty e Cass Elliot, começou a ensaiar em 1965 e estourou no ano seguinte, com “Monday, Monday” e “California Dreamin'”. Foi uma das poucas bandas americanas que conseguiu se manter em alta depois da “invasão britânica”, nome que se deu ao afluxo de bandas inglesas se apresentando nos EUA – começando com os Beatles, que abriram as portas, e logo seguidos por Rolling Stones, The Who, The Animals e vários outros.

The Mamas and the Papas foi único porque, além das vocalizações harmoniosas e belas canções, nunca se rendeu à fórmula de outras bandas: um vocalista solo, um guitarrista chamando a atenção para si. Eles pretendiam representar uma ideia, um modo de vida, que fora inspirado pelo “Flower Power”, a força das flores, slogan que simbolizava a ideologia da não-violência e o repúdio à Guerra do Vietnã.

John, o principal compositor da banda, continuou ainda alguns anos no palco, falecendo em 2001. Michelle, depois de sair da banda e se separar de John, engatou uma carreira de atriz, aparecendo em diversos seriados de TV e continua na ativa. Danny seguiu carreira solo, fez dublagens para TV e cinema e faleceu em 2007. Mama Cass, como ficou conhecida, depois de sair do grupo iniciou uma carreira solo de bastante sucesso, e faleceu de ataque cardíaco (ela ostentava um sobrepeso grave) aos 32 anos, em meio a uma turnê.

Abaixo, uma das canções de maior sucesso da banda, “Got a Feelin'”:

E a seguir, uma das que mais gosto e que define bem a filosofia do grupo, “Safe in My Garden” de 1968. Durante a gravação, John teve que pedir a Mama Cass que maneirasse sua voz poderosa, senão iria cobrir as vozes de todos os outros. Ela meio que fez isso, e se conteve um pouco. De fato, Cass se soltou apenas na carreira solo, mesmo, cantando a todos os pulmões, e que pulmões…

Safe in my garden,
An ancient flower grows.
And the scent from its nature
Slowly squares my room and its perfume
Being such that it’s causing me to swoon.

Could it be we were hot-wired
Late one night while very tired
They stole our minds and thought we’d never know it.
With a bottle in each hand, too late to try to understand.
We don’t care where it lands – we just throw it.

Somebody takes us away…
Somebody takes us away…

Safe in my garden,
An ancient flower grows
And the scent from its nature
Slowly squares my room and it’s perfume

Being such that it’s causing me to swoon.

When you go out in the street,
So many hassles with the heat;
No one there can fill your desire.
Cops out with the megaphones,
Tellin’ people stay inside their homes.
Man, can’t they see the world’s on fire?

Somebody take us away…take us away…

Safe in our garden,
An ancient flower grows.
And the scent from its nature…
Slowly squares my room.
Take us away…take us away…

Dez profissões em alta (1 de 2)

Faz algum tempo, postei um texto que falava das profissões em baixa no mercado de trabalho brasileiro (https://otrecocerto.wordpress.com/2013/07/02/dez-profissoes-em-baixa-parte-1-de-2/). E agora, vamos citar as dez profissões em alta, de acordo com as empresas locais e as multinacionais com filiais no Brasil.

Segundo um relatório divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em fevereiro desse ano, a expectativa de contratação para os próximos anos permanecerá aquecida. Intitulada Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2020, a pesquisa ouviu de 402 empresas brasileiras – que, juntas, empregam 2,2 milhões de pessoas – quais setores demandarão mais profissionais nos próximos anos. Mesmo que a economia esteja engasgando, a expectativa otimista ainda se mantém.

De acordo com o estudo, quem deve liderar as contratações no país é a área da engenharia, além do segmento comercial – este último um dos principais empregadores de uma economia que caminha cada vez mais em direção ao setor de serviços, dizem especialistas.

“Depois de ‘arrumar a casa’ em 2011, ou seja, organizar suas finanças, as empresas estão buscando entregar resultados neste ano. Isso significa maximizar os lucros, algo que se reflete no perfil das contratações”, diz Paulo Pontes, presidente da filial brasileira da Michael Page, uma das principais agências de recrutamento de executivos de média e alta gerência do país. Para isso, as companhias brasileiras estão elevando suas exigências.

Segundo o relatório da Firjan, 69,1% das empresas ouvidas requerem, no mínimo, algum tipo de pós-graduação para profissionais de nível superior. Já para mais da metade delas, o diploma universitário é indispensável, inclusive, para profissionais de nível médio/técnico. Então, segundo as empresas, vamos às profissões em alta:

 1) Engenheiro de Petróleo

Quanto ganha (em média): R$ 14.000

O que faz: É responsável pelo desenvolvimento de projetos de exploração do petróleo e seus derivados em poços e jazidas, buscando maior eficiência de produção sem dano ao meio-ambiente. Com a descoberta do pré-sal, a profissão é oferecida, hoje, como curso de graduação nas principais universidades do país.

2) Engenheiro de mobilidade

Quanto ganha (em média): R$ 12.000

O que faz: Supervisiona grandes obras de infraestrutura, verificando se estão adequadas às normas legais. Nos grandes centros urbanos, esse profissional é encarregado de gerenciar o planejamento do transporte urbano. A carreira entrou no radar dos recrutadores depois que o Brasil foi confirmado como sede de grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada.

3) Engenheiro ambiental 

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 12.000

O que faz: Concebe e executa projetos que diminuam o dano causado pela ação humana no meio-ambiente. A profissão é cada vez mais requisitada por grandes empresas e governos preocupados com o desenvolvimento sustentável.

4) Médico do Trabalho

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 16.000

O que faz: Trata-se de um ramo da medicina especializado na promoção do bem-estar e da saúde do trabalhador. Profissionais dessa área avaliam a capacidade de um candidato de executar determinada tarefa, além de realizar exames de rotina nos funcionários para verificar o cumprimento das obrigações trabalhistas.

5) Gerente de Recursos Humanos

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 14.000

O que faz: É responsável por recrutar novos profissionais e assegurar a permanência dos antigos. Antes subestimada, a profissão saiu do limbo e conquistou importância à medida que as empresas perceberam a necessidade de reter bons profissionais face à concorrência.

Na próxima segunda-feira, dia 8, postarei a parte final da lista dos empregos em alta, definidos em uma série de entrevistas realizadas em 2012 pela BBC Brasil com especialistas em recrutamento e seleção de pessoal.