Atualidades, Curiosidades, Novidades

As melhores empresas aéreas… E as piores!

A Emirates, dos Emirados Árabes Unidos, foi eleita a melhor empresa aérea do mundo. A companhia, que havia ficado com a 8ª colocação no ano passado, superou a Qatar Airways, eleita a melhor do mundo nos últimos dois anos. A eleição é feita pelo Skytrax, maior site de avaliação desse tipo.

Cabine de primeira classe Emirates Airline (Foto: Divulgação)

A primeira classe da Emirates abriga oito suítes privativas (com porta e sinal de ‘Do Not Disturb’) onde o passageiro pode encontrar um minibar repleto de snacks, pijama, chinelos, armário para ternos, espelho, penteadeira e tela LCD de 23 polegadas.

O Skytrax World Airline Awards (Prêmio Mundial de Linhas Aéreas) é considerado uma espécie de ‘Oscar’ da aviação. Ele se baseia em uma pesquisa de satisfação com mais de 18 milhões de viajantes de mais de cem países e elege anualmente vencedores em várias categorias, considerando sempre o critério de uma viagem longa na classe econômica.

A Qatar Airlines, que é metade do governo e metade privatizada, foi o 1º lugar no ano passado e ficou em segundo em 2013. Já voei por ela, é muito boa também.

Classe econômica da Qatar.

As empresas asiáticas lideram entre as dez primeiras colocadas da lista, com cinco premiações: Singapore (Cingapura, 3º lugar), ANA (Japão, 4º lugar), Asiana Airlines (Coreia do Sul, 5º lugar), Cathay Pacific (China, 6º lugar) e Garuda Indonesia (Indonesia, 8º lugar). Ainda figuram entre as top10, as empresas Turkish Airlines (Turquia) e Qantas Airways (Austrália), na 9ª e 10ª colocação, respectivamente.

A LAN foi considerada a melhor companhia aérea da América do Sul em 2013. A TAM, vencedora em 2012, ficou em segundo lugar. Já a Azul foi tricampeã na categoria de melhor companhia de baixo custo da América do Sul, e a Avianca recebeu o prêmio de melhor serviço de bordo da região.

Bem, está tudo muito bom, está tudo muito bem… E quais são as PIORES companhias aéreas do mundo?

Do mesmo modo que para eleger as melhores, as piores foram escolhidas pelas opiniões de usuários e avaliações de itens como conforto da poltrona, entretenimento a bordo, limpeza e condições da cabine, qualidade das refeições e eficiência dos serviços.

t5-cabin

Classe econômica da Turkemenistan Airlines.

O primeiro lugar no ranking das piores companhias aéreas do mundo para viajar em classe econômica ficou com a empresa do Turcomenistão, país da Ásia central. A Turkemenistan recebeu notas ruins para serviço de entretenimento a bordo, conforto das poltronas, eficiência dos serviços, resposta dos funcionários a pedidos dos passageiros e habilidade dos funcionários com idiomas estrangeiros. Ou seja, em tudo!

O sofrimento continua na Sudan Airlines, na Ukraine International (que recebeu notas baixas no item limpeza), na Iceland Express (que conecta a capital da Islândia a Boston e cidades europeias e foi mal avaliada devido ao serviço de refeições, falta de equipe a bordo e assistência durante o embarque).

Mas existem duas entre as companhias aéreas mais mal avaliadas pelos passageiros que chamaram a atenção. Uma é a Air Koryo, e os voos da estatal da Coreia do Norte receberam uma baixa avaliação dos passageiros por motivos compreensíveis: as viagens incluem “música de marcha revolucionária” e os alimentos são descritos nos cardápios dos voos como “comestíveis” – e só.

Refeição a bordo da cia. aérea norte-coreana, não identificada…

A outra é a Nepal Airlines, e os pontos fracos da companhia aérea, segundo o levantamento, são as refeições e o atendimento dos funcionários para as solicitações dos passageiros. Além disso, o histórico da companhia é um pouco incomum: a empresa confirmou ter sacrificado dois bodes, em 2007, para agradar a um deus hindu após uma série de problemas técnicos em suas aeronaves…

“Fui o bode expiatório!”

 
 NOTA: Sabe de onde vem a expressão “bode expiatório”? Ela vem da Bíblia, mesmo. No Antigo Testamento,  Moisés diz que os judeus deveriam sacrificar um bode e oferecê-lo a Deus, para expiar os pecados do povo de Israel. Os judeus pararam de fazer essa cerimônia há muito tempo, mas a imagem do bode expiatório continuou significando aquele culpado inocente, tipo o que é responsabilizado pela culpa do outro. Como os bodes, que não tinham nada a ver com as panes dos aviões…

Curiosidades, Family, Novidades

O dia em que Walt Disney se encontrou com Salvador Dalí

Um belo dia, eclode a Segunda Guerra Mundial e, em 1942, Salvador Dali se muda para os Estados Unidos com a esposa Gala, onde ficou até 1948. Ele voltou para a Espanha no ano seguinte, vivendo na Catalunha até sua morte.

Nesse meio tempo, Walt Disney estava preocupado. A Segunda Guerra Mundial estava arrasando a Europa e, junto com ela,  os cofres de seu estúdio. Sem o mercado europeu para seus filmes, e com praticamente toda a economia de seu país voltada para o esforço de guerra, restara-lhe pouco mais a fazer do que os desenhos- animados destinados ao treinamento dos militares ou como propaganda, tudo sob encomenda do governo ou das Forças Armadas. Outra fonte de preocupação para Walt eram os críticos, porque muitos deles diziam que seus filmes sempre sacrificavam o genuíno talento artístico em prol de produções mais comerciais. Segundo eles, Walt favorecia a animação tradicional em prejuízo da inovação e da experimentação.

O lançamento de “Fantasia” em 1940 foi o primeiro passo no sentido de silenciá-los,  e Walt buscava desde então um cala-boca definitivo. Era por esse motivo que o criador do Mickey e do pato Donald ficava atento aos pintores e aos artistas de mais renome. “Assim como aconteceu na sequência do Monte Calvo em ‘Fantasia’, que foi criada por Kay Nielson”, disse Walt numa entrevista da época,  “eu quero dar mais oportunidades aos grandes artistas. Nós precisamos deles, nós temos que estar sempre abrindo novos caminhos”. E foi numa festa na mansão do big-boss da Warner Bros, Jack Warner, que Walt Disney encontrou Salvador Dali

Walt Disney and Salvador Dalí met during an Alfred Hitchcock's filming. Image: 3cat/24.cat
Os bigodes se conhecem pessoalmente.

Era uma festa típica de Hollywood, com a presença de todas as grandes estrelas dos anos 1930 e 1940. E, por mais inusitado que pareça, foi esse o palco em que dois dos maiores visionários da História das artes se conheceram. E desse encontro, saiu um projeto que levou 57 anos para ser completado.

Na ocasião, 1944, Dali estava elaborando uma sequência para o filme “Quando fala o coração” (Spellbound), de Alfred Hitchcock, e que foi lançado um ano mais tarde. Esse foi o primeiro filme hollywoodiano a tratar da psicanálise e trazia no elenco Ingrid Bergman e Gregory Peck. A sequência que Dali criou para o filme foi a cena dos sonhos, cheia de imagens psicoanalíticas.

Salvador Dali já era muito conhecido em todo o mundo como o mais influente artista surrealista do século, e Disney o convenceu a trabalhar no projeto de um curta-metragem chamado “Destino”, que seria incluído numa antologia de curtas na linha de “Música, Maestro”. Esta antologia era composta por dez curtas e marcava a situação dos Estúdios Disney na época, sem recursos para produzir um novo longa de animação, mas tendo que lançar novas produções com regularidade.

O segmento mais conhecido da coletânea “Música, Maestro”, Pedro e o Lobo.

“Destino”, segundo o próprio Walt, “era uma simples história de amor, na qual um rapaz conhece uma moça”. Com o mesmo título de uma canção folclórica mexicana, o desenho planejado seguiria o ritmo da música num cenário de sonhos, sendo a expressão poética dos arroubos causados pelo amor. Dali trabalhou entre 1945 e 1946, produzindo vinte e duas telas e 135 esboços de cenas de animação para o projeto, que resultaram em dezessete segundos de filme.

Dali trabalhando nos Estúdios Disney, em Burbank, Califórnia, EUA.

Abaixo, algumas das telas e esboços produzidos por Dali:

O desenho animado tinha como ponto central a importância do tempo em nossa espera pela ação do destino. E as ilustrações de Dali eram típicas, com objetos se transformando em outros, as imagens duplas… O mais incrível era ver o elitismo de Dali se combinando com a linguagem de massa de Disney.

Dali trabalhou como funcionário dos Estúdios durante oito meses, chegando todos os dias pontualmente às oito e meia da manhã e trabalhando direto até as cinco da tarde.  Disney diria mais tarde que ele “borbulhava com ideias”. Mas, infelizmente, o projeto foi abandonado em 1947 quando os recursos próprios acabaram e os estúdios não conseguiram financiamento. Disney também ficou com medo de que o público não aceitasse “Destino” se fosse lançado sozinho, por ser surreal demais, aumentando ainda mais o rombo do caixa. E assim, “Destino” ficou esquecido nos arquivos dos Estúdios durante quase seis décadas.

Felizmente, o sobrinho de Disney, Roy, se animou em finalizar o curta-metragem (que só tinha dezessete segundos) em 1999, utilizando as novas tecnologias disponíveis para emular a qualidade plástica das imagens multidimensionais de Dali. Uma equipe de 25 animadores trabalhou para decifrar os storyboards desenhados por Dali e realizar o projeto. E assim, 57 anos depois, a ideia concebida por Dali e Disney finalmente nasceu. “Destino” é a perfeita combinação da imaginação desses dois gênios:

A sequência original de 17 segundos é a das tartarugas. O filme conta a história de Cronos e a incapacidade dele de concretizar seu amor por uma mortal.  E enquanto Disney descreveu o filme como uma simples história de amor, Dali o descreveu como sendo “a visualização mágica da vida no labirinto do tempo”.

Mesmo com o fiasco do empreendimento, a amizade entre os dois sobreviveu. A filha de Walt, Diane, relembra como os dois continuaram a se visitar ao longo dos anos, e como Dali adorava andar no trem que seu pai mantinha em casa: ” Mesmo em pleno verão, ele estava vestido com um sobretudo preto, de gravata. Ele se sentava num dos pequenos vagões, com  sua bengala na posição vertical na frente dele. “

Aqui, Walt faz uma visita a Dali na Espanha.
Dali, Walt e as duas esposas, Gala e Lilian Disney.
Dali avaliando um dos primeiros trens que Walt montou no terreno de sua casa. Disney era fissurado por trens desde a infância.
Ideia do post sugerida por Ione Fabiano.
Atualidades, Curiosidades, Sabedoria

Juíza condena fã de hip hop a ouvir música clássica

Essa é hilária.

Uma juíza de Ohio, nos Estados Unidos, aplicou uma pena a um jovem de 24 anos porque ele ouvia hip-hop e rap muito alto no som do carro, parado no estacionamento da faculdade onde ele trabalha como porteiro e treina no time de basquete local.

A juíza ofereceu ao rapaz duas opções: pagar uma multa no valor de 150 dólares ou pagar 35 dólares e ouvir 20 horas de música clássica de compositores como Bach, Beethoven e Chopin. O rapaz concordou com a segunda opção, mas não suportou quinze minutos de audição. Segundo o oficial da condicional que acompanhava a pena, o jovem disse que “não conseguira suportar aquilo, então decidiu pagar a multa e fim de papo”.

Ele aguenta rap e não aguenta ouvir a música de Bach, Beethoven ou Chopin?

    

Por conta da repercussão do caso, o rapaz afirmou mais tarde que não foi porque não gostou da música, mas porque “tinha que ir treinar com o time de basquete e não poderia ficar mais tempo”.

A juíza disse que aplicou tal penalidade porque queria que o jovem percebesse o quão difícil é ouvir músicas que não fazem parte do gosto pessoal. “Penso que muita gente não gosta de ser forçada a ouvir música, e acreditava que essa experiência o fizesse expandir os horizontes”, declarou a magistrada.

Atualidades, Curiosidades, Novidades

Uma cena simples que se eternizou no cinema

Outro dia vi um post dos amigos Cristina de Carli e Sergio Slomonog que comentava uma cena do filme “Amargo Pesadelo” (Deliverance, 1972), dirigido por John Boorman e estrelado por Jon Voight (o pai da Angelina Jolie, para quem não sabe, e ator diversas vezes premiado, inclusive com o Oscar) e Burt Reynolds (muito popular nos anos 1970 e premiado com o Globo de Ouro).

Esse filme trata de quatro amigos que resolvem descer as perigosas corredeiras do rio Cahulawassee antes de sua inundação para formar uma represa, apesar das advertências dos moradores sobre os perigos da correnteza. Envolvidos com as belezas naturais daquelas florestas, deixam-se levar pela emoção, mas dois montanheses começam a persegui-los e aterrorizá-los.

Esse foi um dos filmes mais ousados do início da década de 1970, marcado por uma violência física e especialmente psicológica que, hoje em dia, não teria o mesmo efeito numa plateia anestesiada por filmes regados de explosões e sangue que infestam as salas de cinema. O que acho mais especial no filme é que as situações são verossímeis e, por isso mesmo, tudo é assustadoramente real! Pena não ter recebido o Oscar de melhor filme ou diretor, porque concorria com “O Poderoso Chefão” e “Cabaret”…

As atuações são marcantes e, apesar de Lee Marvin e Marlon Brando terem sido cotados para os papéis centrais, Burt Reynolds e Jon Voight apropriam-se das personagens com desenvoltura e inteligência. Logo em seguida, Reynolds transformaria-se em êxito de bilheteria, enquanto Voight seguiria firme rumo à credibilidade artística que culminaria com um Oscar, seis anos depois.

O filme é lembrado também pela cena do duelo de banjos, uma das mais conhecidas da história do cinema. Mas a cena não é “real”. O jovem (na época, com 16 anos) Billy Redden foi escolhido na sua escola, Clayton Elementary School, devido a sua aparência, mas ele não é autista, nem tem qualquer outra deficiência. Mas o personagem assim o exigia, conforme o livro “Deliverance”, no qual o filme se baseia.

Ele não sabia tocar banjo e, por isso, foi usado um truque de filmagem – um músico se posicionou atrás dele e tocou o banjo por dentro das mangas de sua camisa. Foi usada alguma maquiagem para fazê-lo parecer mais “esquisito”.

Billy, que hoje trabalha na lanchonete em que é um dos proprietários, em sua cidade natal, Clayton, na Geórgia, ficou muito conhecido depois do lançamento de “Amargo Pesadelo”. As pessoas iam até os locais da filmagem, no rio Chattooga, querendo refazer o percurso nas corredeiras e o chamavam para servir de guia pela região. Mas depois que muitas pessoas morreram nesse rio, Billy desistiu do trabalho, por ser perigoso demais.

Billy Redden nasceu em 1956 no estado da Georgia (EUA

E somente em 2003 Redden reapareceu em um filme, “Peixe Grande” (Big Fish), de Tim Burton.

Minha sugestão: veja (ou reveja) a cena do duelo de banjos e assista ao filme. É uma das obras-primas do cinema.

Atualidades, Curiosidades, Family

Casais que envelheceram juntos

Particularmente, a instituição do casamento me parece complicada – aquela coisa de viver juntos, dividir os espaços… Sempre achei legal a ideia de cada um viver na sua casa e se encontrar de tempos em tempos (não sei se isso foi posto em prática por alguém e se deu certo). Mas que parece o melhor dos mundos, parece: não há aquela discussão de um enrolar o tubo da pasta dental de um jeito que o outro não gosta, ou de não levantar a tampa da bacia, ou de largar as roupas espalhadas ou comer o último pedaço do bolo…

Afinal, o tempo é implacável e Cronos sempre acaba cortando as asas de Cupido… Quando isso ocorre, o desgaste da relação é inevitável. Em outras palavras, a paixão avassaladora da juventude um dia acaba.

Mas acho incrível quando resta algo mais e um casal sobrevive a tudo isso e se mantém junto depois de muitos anos. Aparentemente, não importou muito se o ronco do marido atrapalhava o sono da mulher…

Nas fotos abaixo, apresento alguns casais cuja relação sobreviveu à implacabilidade do tempo – eu poderia postar a foto de alguns casais de amigos, mas para evitar ser injusto e me esquecer de alguém, decidi ser mais imparcial e homenagear, por meio destas imagens, aqueles que desafiaram Cronos.

Tom Hanks e Rita Wilson casaram-se em 1988.

  

Annette Bening e Warren Beatty, desde 1992.

  

Denzel Washington e Pauletta Pearson, casados desde 1983.

  

John Travolta e Kelly Preston, desde 1991.

  

Kurt Russell e Goldie Hawn, desde 1983. (Ela está com 67 anos e ainda pedaçuda. Ele,  com 62.)

   

Fred e Vilma, desde 1960!

E que continuem felizes por muitos anos mais!

Atualidades, Family, Sabedoria

O dinheiro ou o doce?

por Adriana Gomes (Folha), dica de Paulo Maffia

Questionamentos como: será que vale a pena dedicar tanto tempo ao trabalho em troca de uma remuneração maior? Vale a pena se empenhar 15, 16 horas por dia para acumular riqueza ou adquirir um patrimônio o qual eu não tenho tempo ou energia para usufruir? Será que, trabalhando muito agora, estou abrindo mão de “viver” hoje em nome da construção de base financeira para o futuro? A que tipo de troca estou realmente disposto?

Dilemas como esses são comuns ao longo da vida e certamente não há uma resposta que atenda aos anseios de todos.

A dificuldade de situações como essas reside no aspecto de ambas as possibilidades soarem interessantes. E elas são incompatíveis –é preciso escolher uma.

No poema “Ou isto ou aquilo”, Cecília Meireles diz: “Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro”. Ela consegue representar as dificuldades diante das escolhas que fazemos frente às oportunidades que a vida nos oferece.

Escolher implica, necessariamente, abrir mão de outras coisas e é difícil lidar com o sentimento da perda.

O que pode minimizar esse sentimento é ter consciência de que quem está efetivamente decidindo é você –com base nos seus valores, e não de outros (pais, superiores, amigos), nas suas crenças, diante dos seus projetos de curto e médio prazos (próximos meses a até dois ou três anos) e na percepção de que, naquele momento, é sua melhor alternativa. É preciso ter a consciência de que não há certo ou errado, mas, sim, o mais adequado naquele momento para a sua vida.

Você conhecerá pessoas que fizeram opções diferentes e que obtiveram resultados tanto positivos quanto negativos para situações semelhantes. Quem vive na sua pele é você. Assim, tomar a experiência do outro como garantia de sucesso para a sua vida pode ser uma grande cilada.

Algumas decisões são intransferíveis e ser responsável por elas diante das incertezas e das possibilidades é o risco que se corre. Entretanto, vale lembrar que errar faz parte do jogo, é possível mudar a qualquer momento e que se aprende em todas as situações.

Curiosidades, Family, Humor, Novidades

Supercalifragilisticexpialidocious!

“Mary Poppins” marcou a minha infância. Lembro-me de assisti-lo perto do Natal, e toda vez que assisto de novo, a magia daqueles dias em que eu sonhava em trabalhar com Walt Disney volta a inundar minha mente.

Mesmo agora, depois de tanto tempo, continuo achando esse um dos melhores, senão o melhor filme de Disney, e um dos mais fantásticos da história do cinema. O elenco todo tem atuações maravilhosas, a direção de arte é espetacular, as canções são cativantes, o enredo é emocionante… Sem exagero, acho que toda criança merece e deve assistir esse filme. É essencial para o desenvolvimento da mente criativa infantil. Aos adultos que não tiveram a oportunidade de assistir, assistam. Nunca é tarde para entrar no mundo mágico de Mary Poppins.

E, dentre tantas canções maravilhosas, como “Chim-Chim-Cheree” ou a que dá título ao post, tem uma que me marcou desde o primeiro dia em que assisti ao filme, aos dez anos de idade: “Feed the Birds”. Eu me lembrava da velhinha sentada na escadaria dando de comer aos pombos, as aves revoando em torno do sino da catedral, a voz de Mary Poppins (Julie Andrews) cantando… Essa imagem e essa canção ficaram gravadas para sempre em minha memória.

No domingo passado, me deu uma saudade imensa desse filme e o assisti de novo, pela quaquilionésima vez. Ri, chorei, me diverti tudo outra vez como se fosse aquele mesmo Julinho de 1964, os olhos arregalados, sentado nas poltronas do enorme cine Metro de São Paulo e querendo pular para dentro dentro da tela, para cantar e dançar com Dick Van Dyke e Julie Andrews em cima dos telhados de Londres.

E aquela música encheu meu coração de novo… “Feed the Birds”… E, em minhas recentes pesquisas, descobri que essa era a música favorita de Walt Disney! Diziam que, às sextas-feiras de tarde, antes de ir embora pra casa, ele pedia a Robert Sherman (compositor da trilha do filme junto com o irmão) para que viesse ao seu escritório e tocasse pra ele. Disney sentia que essa canção o ajudava a manter um toque de humanidade ao gerenciar a empresa que, já então, estava se tornando um empreendimento ultramegamilionário. E o piano onde a canção foi tocada tantas vezes continuou no escritório de Walt anos depois de sua morte.

Quero compartilhar, então, essa canção tão comovente. Abaixo do clipe, para quem se interessar, a letra da música e sua tradução.

Early each day to the steps of Saint Paul’s
The little old bird woman comes
In her own special way to the people she calls,
“Come, buy my bags full of crumbs;
Come feed the little birds,
Show them you care
And you’ll be glad if you do
Their young ones are hungry
Their nests are so bare
All it takes is tuppence from you
Feed the birds, tuppence a bag
Tuppence, tuppence, tuppence a bag
Feed the birds,” that’s what she cries
While overhead, her birds fill the skies

All around the cathedral the saints and apostles
Look down as she sells her wares
Although you can’t see it,
You know they are smiling
Each time someone shows that he cares

Though her words are simple and few
Listen, listen, she’s calling to you
“Feed the birds, tuppence a bag
Tuppence, tuppence, tuppence a bag”

No início de cada dia, nos degraus de Saint Paul

A velha dos pássaros chega

Em sua própria maneira especial, ela diz às pessoas:

“Venha, compre um saquinho de migalhas. Vamos alimentar os passarinhos, mostrar a eles que você se importa.

E você vai ficar feliz se o fizer. Seus filhotes estão com fome,

Seus ninhos estão sem nada, custa apenas dois centavos,

Dê de comer aos pássaros, dois centavos um saco,

Dois centavos, dois centavos, dois centavos, um saco. Dê de comer aos pássaros”, é isso que ela pede,

Enquanto, sobre sua cabeça, suas aves enchem os céus.

Todos na catedral, os santos e os apóstolos

Olham para baixo enquanto ela vende seus saquinhos.

Embora você não possa ver, você sabe que eles estão sorrindo

Cada vez que alguém mostra que se importa.

Apesar de suas palavras serem poucas e simples,

Ouça, ouça, ela está chamando por você:

“Alimente as aves, dois centavos um saco,

Dois centavos, dois centavos, dois centavos um saco”.

Atualidades, Family, Novidades

O Museu J. Paul Getty libera imagens históricas – correção importante

Recebi uma mensagem extremamente gentil da Gabriela Rebelo, da AD Comunicação e Marketing (www.adcomunicacao.com.br) sobre esta postagem, na qual ela pede uma correção por conta de um engano que cometi. Agradeço demais pela mensagem, Gabriela, e explico as correções.

Na verdade, os arquivos sobre os quais comento mais abaixo são do MUSEU J. PAUL GETTY e não da Getty Images, como mencionado erroneamente. O título do post também estava errado, tratando como sendo uma ação do banco de imagens, que não disponibiliza arquivos gratuitamente. A única coisa que as duas instituições têm em comum é o sobrenome, mais nada.

Já falei de fotos históricas no post anterior (https://otrecocerto.wordpress.com/2013/08/19/fotos-historicas-e-que-foram-colorizadas/), mas não posso deixar de falar disso de novo, quando se sabe que o Museu  Getty Images, J. Paul Getty, dono de um museu com um dos maiores acervos de fotografia do mundo, inaugurou um programa que libera 4.687 imagens históricas para uso livre. Qualquer pessoa pode compartilhar, copiar e alterar, inclusive para uso comercial ou pessoal, desde que cite a fonte. Ao fazer o download, o usuário precisa apenas dizer qual uso fará do material. Todas as imagens estão em alta resolução.

Quer dizer, para as pessoas que gostam de estudar a História, como eu, é de um valor imensurável poder ter acesso a imagens que documentaram a história da humanidade no último século. São arquivos de fotos raras, como da Guerra Civil americana, do período colonial da África e de cidades brasileiras na virada do século passado.

Alguns dos exemplos:

“Vênus africana”, fotografada por volta de 1888 pelo Príncipe Roland Napoleon Bonaparte.

O escritor Alexandre Dumas em 1855.

Aqueduto do Rio Santo Antônio, construído para abastecer o Rio de Janeiro, tirada pelo fotógrafo brasileiro Marc Ferrez em 1886. O aqueduto foi inaugurado por D. Pedro II em 1880, mas só entrou em operação três anos mais tarde.

Chefe guerreiro Etíope, 1897.

Mulher secando as costas depois do banho, Paris, em 1896.

Trem abatido por canhões durante a Guerra Civil americana, foto de 1864.

Atualidades, Curiosidades, Humor

Concerto para Máquina de Escrever

Jerry Lewis, hoje com 87 anos, foi talvez o rei das pantomimas, um dos ramos da comédia ocidental (vaudeville, burlesco, etc. são outros ramos). Pantomima é aquele humor gestual, com poucas palavras – ou nenhuma – que era a base das comédias nos filmes mudos de Charles Chaplin, Buster Keaton e Harold Lloyd. Atualmente, acredito que Jim Carey é o herdeiro desse gênero, inspirado por… Jerry Lewis! Jerry estrelou, escreveu e/ou dirigiu mais de 40 filmes, com e sem o parceiro Dean Martin.

Um dos filmes mais conhecidos e bem-sucedidos, “O Professor Aloprado”, de 1963, foi refilmado anos depois, com Eddie Murphy no papel central.  No ano de 1963, Jerry Lewis estava no auge da carreira e estrelou outra comédia de sucesso, “Errado Pra Cachorro”.

       

No filme, Phoebe Tuttle (Agnes Moorehead) é dona de uma grande loja de departamentos que não aprova o namoro de sua filha, Barbara Tuttle (Jill St. John, que 10 anos depois estrelou “Os Diamantes são Eternos”, a última vez que Sean Connery fez o papel de 007), com um rapaz pobre chamado Norman Phiffier (Jerry Lewis). Phoebe, então, decide contratar o rapaz para trabalhar na loja, dando-lhe tarefas complicadas para poder humilhá-lo e também mostrar à filha que tipo de sujeito ele é, um desmiolado.

      

Uma das cenas mais conhecidas dessa comédia é aquela em que Jerry toca numa imaginária máquina de escrever, fazendo coincidir cada gesto a cada nota e cada som. As novas gerações talvez não entendam muito bem o significado dessa “gag”, uma vez que não tiveram contato com as máquinas de escrever, e nem conhecem os sons tão característicos no teclar, no fim de página e no virar da mesma. Mas certamente vão apreciar o trabalho de mímica, em que Jerry Lewis não falha uma única nota. Um show da arte expressiva desse ator, revelada em menos de dois minutos.

O curioso é que sempre achei que a música que Jerry “interpreta” tivesse sido composta especialmente para a cena, e que seus toques na máquina de escrever invisível fossem invenção dele. Engano meu.

Ela foi composta em 1950 pelo compositor americano Leroy Anderson, que se especializou em  música clássica ligeira – aquela facção pop da música de concerto caracterizada por ritmos cativantes e melodias fáceis de digerir. O mais incrível é que ela pode ser “tocada” com uma máquina de escrever, mas real. O clipe abaixo comprova isso, gravado durante o concerto apresentado em  12 de junho de 2011 no Auditório Nacional de Madrid pelo projeto “Vocês para a Paz” (Músicos Solidários). Regência: Miguel Roa. Solista: Alfredo Anaya.

Reparou que o solista imita os trejeitos de Lewis no filme? Geniais, o solista e o mestre do humor.

Dica do concerto por Eliseu Petrone.