Casa Arrumada



Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:aqui tem vida… Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto… Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos… Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente. Arrume a sua casa todos os dias… E reconheça nela o seu lugar.


Japoneses criam tecnologia para imprimir na água

Pesquisadores japoneses estão trabalhando em uma tecnologia para escrever e desenhar na água. Por enquanto, eles conseguiram obter caracteres básicos por meio de um dispositivo composto por 50 pequenos geradores de ondas instalados em um tanque. O estudo está sendo coordenado pelos laboratórios Akishima e pelo professor Shigeru Naito, da Universidade de Osaka. O dispositivo, chamado de AMOEBA (Advanced Multiple Organized Experimental Basin), é composto pelos geradores dispostos em círculo no total de 1,6 metros de diâmetro e 30 centímetros de profundidade.Por meio de um sistema de controle, os geradores formam ondas circulares que agem como pixels de 10 centímetros de diâmetro e quatro de altura, e que combinados, formam linhas e figuras. O AMOEBA já é capaz de mostrar todo o alfabeto romano, assim como alguns caracteres kanji, de origem chinesa e adotados no Japão. Cada imagem fica visível por até três segundos.

Agora, os cientistas trabalham para aprimorar os métodos de cálculos para controle dos geradores de ondas, baseado em fórmulas conhecidas como “funções de Bessel”. Eles também querem deixar as letras e desenhos visíveis por mais tempo na água.