Beatles

A história dos Beatles sempre foi, de certa forma, maior que os próprios Beatles, tanto a banda quanto os indivíduos que a formaram: foi a história de uma época, de uma geração que buscava novas possibilidades. Foi a história do que acontece quando você encontra essas possibilidades, e o que acontece quando suas melhores esperanças vão por água abaixo. Sim, foi uma história de amor – e o amor quase nunca é uma bênção simples. Porque, por mais que os Beatles possam ter amado o que faziam juntos, o mundo em volta deles os amava ainda mais. Foi esse amor que, mais do que qualquer outra coisa, exaltou os Beatles e os acorrentou juntos por tanto tempo. Algo que, por fim, nenhum deles conseguiu suportar. John Lennon, em particular, sentia que precisava acabar com o romance, enquanto Paul McCartney em especial odiava a ideia de vê-lo despedaçado. E, uma vez que estava feito, estava feito. Tudo o que eles criaram – cada uma das maravilhas – ainda reverbera, mas os corações responsáveis por tudo aquilo também foram responsáveis pelo seu fim, e nunca se recuperaram totalmente da experiência. “Foi há tanto tempo”, George Harrison declarou anos mais tarde. “Às vezes, me pergunto se eu estava mesmo lá ou se foi tudo um sonho.” Eles estavam lá e foi tudo um sonho. Um sonho que nos elevou, que partiu nossos corações, que ainda perdura e que provavelmente jamais será igualado.

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Um pensamento sobre “Beatles

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